9 de junho de 2014

Não apaguem o Espírito (1 Ts. 5:19)

O Espírito santo é uma pessoa. Ter consciência disso nos levará a aprofundarmos e compreendermos nosso relacionamento com ele. Uma flor que não é cuidada, murcha. Assim é nosso relacionamento com o Espírito Santo. Por isso é preciso investir neste relacionamento, pagar um preço.

Quando alguma situação exigir uma escolha entre nós e o Espírito Santo, por mais difícil que seja, escolha sempre o Espírito Santo. É nos esvaziando que poderemos nos encher. 

Nesta passagem (I Ts. 5:19) o Apóstolo Paulo nos mostra que temos apagado o Espírito Santo com diversas atitudes que precisam ser mudadas em nossas vidas. O ser humano tem a sua natureza egoísta, mas este egoísmo nos afasta e esvazia do Espírito Santo. Cada atitude egoísta (só pensar em nós mesmos e o beneficio que as coisas trarão para nós, e somente para nós), deixa o nosso interior cada vez mais vazio, e isso vai apagando o Espírito Santo de nossas vidas sem ao menos darmos conta. 

*Algumas coisas que apagam o Espírito Santo: 

1) Uma vida de oração pequena ou quase inexistente. No antigo testamento, em todos os momentos que refere a palavra oração, a palavra Espírito Santo estava bem próxima ou vice-versa - o que nos mostra que para o Espírito estar em nossas vidas precisamos ter uma vida de oração. Sem oração = Sem Espírito Santo. A oração é o termômetro da vida cristã. Como está o seu? Quando você não ora, você está dizendo ao Espírito: "O que eu tenho de você já basta, não preciso de mais". 

2) Falta de louvor. Para apagar o Espírito Santo basta não louvar mais a Deus em nosso dia-a-dia.

3) Relacionamento errado com a internet e a televisão. O Espírito Santo tem ciúmes da agilidade de como atendemos as pessoas nas redes sociais e de como nos importamos com elas, muitas vezes dedicando um tempo maior às redes do que à oração e leitura da palavra. Quando saímos de um culto abençoado e logo que chegamos em nossas casas ligarmos a televisão para assistirmos conteúdos que não condizem com a palavra de Deus, estaremos perdendo tudo aquilo que havíamos recebido, e em poucos minutos o Espírito terá se apagado mais uma vez. Entre o pecado e a santidade, existe algo chamado: "fútil e vazio". Muitas vezes temos passado nossos dias fazendo coisas vazias e que não nos trarão beneficio algum, e deixamos de lado um momento que podia ser dedicado a Deus, para fazermos coisas que não nos aproximam do Espírito. 

4) Aproximação de pessoas vazias, até mesmo dentro das igrejas. 

5) Sujeira no Arraial. Na palavra de Deus, o povo de Israel foi orientado que quando fosse fazer suas necessidades fisiológicas, cavassem um buraco bem fundo e após isto o cobrissem muito bem com bastante terra, para que não ficasse nenhum odor. Isto se trata de um simbolismo que podemos trazer para nossa vida prática. Deus nos ordena a enterrar nossa velha natureza para que assim como no povo de Israel não houvesse nenhum odor desagradável. Que o odor de nossas vidas possa ser suave e agradável a Deus, pois não adianta fingirmos ser pessoas corretas, se o odor que Deus sentir em nós for ruim, da velha natureza. Se existir algo da sua velha natureza que ainda está presente em sua vida agora, faça uma limpeza. Não deixe sujeira no arraial. 

6) Temperamento indomado/áspero. Nos dias de hoje temos vivido em meio a muito stress, cobranças, sobrecarga de informações e estímulos, mas não podemos fazer com que isso nos transforme em pessoas com temperamento indomado, ásperos, sem paciência e tolerância, pois isso apaga o Espírito Santo de nossas vidas. Que em Deus possamos buscar o equilíbrio de nossas vidas e emoções. 

7) Dizemos 10 vezes "sim" para a carne, e 1 "sim" para o Espírito Santo. Precisamos aprender a nos sacrificar mais, e colocarmos o Espírito Santo em primeiro lugar em nossas vidas, pois se alguém tiver que sofrer ou chorar, que seja nós e nunca o Espírito Santo de Deus.

Não apaguem o Espírito.

Ele nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Ele opera conversão, intercede por nós, capacita, abre o entendimento, guia-nos na verdade e habita conosco. 

Pense nisso. Deus te abençoe!

(Texto: Elaine Oliveira)

13 de maio de 2014

O lava pés

João 13:1-20

O que você faria se soubesse que morreria amanhã? O que você falaria se soubesse que seriam suas últimas palavras? Nesta passagem, essa era a condição de Jesus. "... sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai".

Por saber que ali Ele estava vivendo suas últimas horas antes de sua crucificação, eram horas preciosas. Eram os últimos momentos de Jesus com seus discípulos. Ele poderia dizer muitas palavras, dar muitos conselhos, mas ao contrário disso, Ele optou por abrir mão do discurso e dar exemplo. Ele não falou, Ele agiu. Não deu um longo sermão, mas viveu a pregação.

Esse episódio narra uma lição de amor. "Tendo Jesus amado os seus, amou-os até o fim". E Jesus amou a todos, inclusive Judas, que era:
* o único discípulo de Jesus que era da Judéia, todos os outros eram da Galiléia. Por conta disso, tinha um status elevado, pois os da Judéia era considerados mais devotos, consagrados.
* o único discípulo que tinha um cargo de confiança, o de tesoureiro

Sendo assim, Jesus também lavou os pés daquele que, naquela mesma noite, iria O trair. Quando Judas se aproximou de Jesus no Getsêmani, acompanhado dos guardas que o prenderiam, Jesus perguntou "Amigo, para que vieste?" (Mateus 26:50).  Max Lucado disse que "A traição é um ato que só um amigo pode cometer". A traição só pode acontecer entre duas pessoas próximas, amigas, onde haja uma relação de confiança.  Jesus nunca considerou Judas como um inimigo.

Humildade
- o primeiro ato de Jesus foi tirar a sua vestimenta de cima, isso porque a roupa é um estereótipo, que muito mais do que vestir, tem a função de caracterizar. A própria roupa dele era uma veste utilizada por rabinos e mestres da Lei. Tanto é que após a crucificação, os guardas lançaram sortes para decidir quem ficaria com as vestes, pois eram valiosas (Lucas 23:34)

- essa prática de Jesus eram comum no Oriente Médio, pois como as ruas não eram pavimentadas, as pessoas sujavam muito seus pés, que eram calçados com sandálias abertas. Quando alguém servia um banquete em sua casa, para pessoas importantes, assim que essas chegavam, um escravo era colocado na porta de entrada para lavar os pés.

- o mesmo Jesus, que os discípulos viram realizar tantos milagres, ressuscitar mortos, curar leprosos apenas com um toque, que fez cegos enxergar, mudos falar, que operou tantas maravilhas. Esse mesmo Senhor Todo Poderoso, se despojou do seu manto para realizar um ato que era feito por escravos.

- Jesus ensinava ali que, para o exercício do ministério, a humildade é algo indispensável. A palavra humildade vem do grego "tapeinós", de onde se origina a palavra "tapete", ou seja, a raiz da palavra sugere alguém que está disposto a ser pisado, ou ainda, estar a serviço.

- Jesus mostrava ali que ser pastor é, antes de tudo, ser um servo. O lava pés não é uma ordenança literal, mas uma essência, de servir o outro, se humilhar. Fazer  aquilo que ninguém quer fazer, não tem status, mas toca a vida do seu próximo: o ato de servir.

- Ensinar através do exemplo é a melhor maneira de influenciar as pessoas e gravar nas pessoas os princípios ensinados. Jesus utilizou diversas formas de ensino: pregação, parábolas, estudos. Mas aqui Ele se utiliza do exemplo, o mais eficaz método de ensino. "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também".

“As pessoas estão vendo o nosso modo de agir mais do que elas estão ouvindo o que dizemos".
(Max Lucado)

16 de março de 2014

Humildade

Quero dividir com você o que temos recebido da parte de Deus sobre este tema e outros aspectos relacionados a ele.  Então, se crê na palavra de Deus, prossiga com a leitura.

No dicionário:

Humildade é a capacidade de reconhecer os próprios erros, defeitos ou limitações. Humildade é diferente de arrogância, altivez e orgulho. Humildade é quando não existem manifestações de orgulho ofendido, não se faz pouco caso de ninguém e não considera o outro como adversário ou até mesmo concorrente. É se sentir inferior ao outro. Rebaixamento. Submissão.

Existem 3 coisas que Deus nos ensina de Gênesis a Apocalipse: AMAR, PERDOAR e SERVIR. Contrário a isto, a estratégia do inimigo é oportunizar situações que nos levem à prática da ARROGÂNCIA, ao RANCOR e à COMPETIÇÃO. Essas três coisas já existem e acontecem comumente no cotidiano à nossa volta, isso porque o mundo jaz no maligno (I João 5:19), mas é também uma estratégia muito perigosa para destruir aqueles que estão sob o Reino de Deus, exercendo o ministério a que Cristo os chamou: a reconciliação de vidas com o Pai (II Cor. 5:18). Uma liderança e/ou um serviço do Reino que esteja permeado por arrogância, rancor e competição, passa a gerar maldição ao levar muitas pessoas à destruição.

Algumas características que não representam a Cristo:

Necessidade de GANHAR. 
Necessidade de TER RAZÃO.
Necessidade de se sentir SUPERIOR aos outros.
Necessidade de TER cada vez mais.
Necessidade de ser RECONHECIDO e ter fama.
Sente-se ameaçado e reage rapidamente quando acha que outra coisa ou outra pessoa está tomando seu “lugar no pódio”.

Note que na lista acima, utilizei o termo “necessidade”, isso porque Deus nunca apontou que é errado “ganhar, ser reconhecido por nossas capacidades especiais, adquirir bens ou simplesmente perceber que possui algum conhecimento que nem todos têm”. O problema é que para algumas pessoas existe uma NECESSIDADE de ocupar um lugar de onipotência.

É preciso pensar sobre este assunto, rever certos conceitos que até então pertencem ao nosso coração e reavaliar isso de modo que venhamos a nos ajustar cada vez mais à palavra de Deus, a qual o Senhor nos pede obediência. Assim seremos considerados justos, nos assemelhando ao nosso Criador.

Para isso, pontuei algumas características dos que são representantes de Cristo:

Não competem, mas se unem. (Sl. 33)
Não brigam para ter razão, mas buscam NA PALAVRA os princípios do Senhor. (II Tm. 2:24 e 3:16)
Veem os outros como superiores a si mesmos. (Fp. 2:3)
Não se preocupam em TER, mas em SER aquilo para que Cristo os criou. (Ef. 2:10 / Mt. 6:31-34)

Jesus nos ensina a AMAR, PERDOAR e SERVIR. Nenhuma oração substitui isso. Isto é ensinamento prático e natural da palavra de Deus. O interessante é que quando não somos humildes, nosso ego está inflado, nossa visão fica bloqueada. Não conseguimos enxergar o nosso próximo, quanto mais a Deus. É impossível exercer o “amar, perdoar e servir”, se eu não enxergo um palmo a frente do meu umbigo.

Que possamos pensar em nossas atitudes, de modo a nos ajustar aos princípios de Cristo. 

Deixo alguns versículos para meditar:

“Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.” (Rm. 12:3)

“O temor do Senhor ensina a sabedoria, e a humildade antecede a honra. (Pv. 15:33)”

“Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.” (Cl. 3:12)

“Antes da sua queda o coração do homem se envaidece, mas a humildade antecede a honra.” (Pv. 18:12)

“Busquem o Senhor, todos vocês humildes do país, vocês que fazem o que ele ordena. Busquem a justiça, busquem a humildade; talvez vocês tenham abrigo no dia da ira do Senhor.” (Sf. 2:3)

“Pois atentou para a humildade da sua serva. De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada. (Lc.1:48)

“Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria.” (Tg 3:13)